Pois bem. Desde muito tempo eu vejo Filmes. Desde que eu me lembro. Mas já tem um tempo considerável que eu venho assistindo cada vez mais. Então cheguei a conclusão que era de suma importância fazer alguma coisa de útil com isso. Produzir. Essa me pareceu a solução mais razoável: um blog. Escrever, criticar, analisar, revisar. Whatever. Eu precisava registrar o que entra, e o que sai, cada vez que eu vejo um filme.
Acho que o mais recomendado é fazer isso logo de cara, sem pensar muito, sem mais delongas. Nos últimos dias eu vi uns 4 filmes que realmente valem a pena ser comentados e mais uns 3 sobre os quais eu poderia escrever. Mas vou ter que correr pra escrever sobre eles. Eles já foram. Quando der eu volto no tempo e falo um pouco disso.
O filme da vez é A Scanner Darkly ( O Homem Duplo no Brasil ) de 2006 que eu vi hoje depois do almoço.
Vou deixar a parte técnica pra IMDB. Se fosse colocar um resumo seria injusto, se fosse colocar todos os nomes não teria sentido. Então essa vai ser a regra.
…
Ehr… Tentei escrever alguma coisa sobre a história do filme. Esquema básico de sinópse e tal. Acho melhor não. Meu objetivo maior aqui é falar sobre a estética e quesitos visuais dos filmes. Melhor deixar os comentários sobre roteiro, atuação, direção e essas coisas aparecerem no meio do texto.
Óbviamente a primeira coisa que você percebe sobre Scanner Darkly é que ele não é um livaction. Mas se pensar um pouco também não é uma animação. Ele é… Algo de estranho no meio disso. A coisa se chama Rotoscopia. E de uma maneira ou outra ela convive com a gente já faz um tempo. Lembra de Prince of Persia? Não a franquia nova da Ubisoft, o jogo original mesmo. Então. Os movimentos foram feitos com Rotoscopia. De uma certa maneira ela é a mãe da Captura de Movimento. Basicamente o filme foi inteiro rodado de maneira convencional pra depois uma equipe de 66 ilustradores, segundo a IMDB, mais uma vez, criar o visual final do filme. Agora o que realmente importa não é meramente a estética, mas as implicações dela. Nesse caso o acerto foi grande. Apresentar essa história como um filme convencional seria… fraco. A Rotoscopia tem a interessante característica natural de causar desconforto. Especialmente quando é realista. É incomodo assistir rotoscopia. Waking Life, do mesmo Diretor, não por acaso, que o diga. E esse efeito de desconforto, de quase realidade, adiciona muito ao filme, que justamente fala dessa falta de noção da realidade.
O que é muito importante pra que Rotoscopia funcione é a qualidade do material original. E nesse caso Robert D. Jr. e Rory Cochrane são indispensáveis. As atuações exageradas e caricatas dos dois são uma referência excelente para a criação das animações finais.
Já tou começando a perder um pouco a linha de escrita. E já tem tempo demais que tou aqui escrevendo também. Melhor postar logo e depois escrever mais…
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